Forum Nacional de Futebol

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7º ENAF BH



Fórum Nacional de Futebol


20 de agosto - sexta-feira – 10h às 13h
21 e 22 de agosto - sábado e domingo - 09h às 12h30






Cada vez mais, o futebol exige a especialização de diferentes funções e tarefas do jogador ao treinador, do médico ao fisioterapeuta, do chefe de departamento ao presidente do clube. O futebol decorre da natureza do confronto entre dois sistemas complexos: os times. Assim, como ciência e como esporte, ele exige dos jogadores, técnicos e profissionais envolvidos mais capacitação na busca de competências e conhecimentos.

Neste Fórum, o ENAF propõe a discussão de temas que enriqueçam os profissionais que trabalham com o futebol.





Estratégias de capacitação para detecção de talentos sobre a visão genética no futebol moderno

Prof. Ms. Eduardo Mendonça Pimenta – Coord. de Captação/Alto Rendimento do Cruzeiro



Formação de atletas jovens no futebol

Prof.Dr. Miguel Arruda - FEF/Unicamp – Consultor Técnico do Guarani F.C.



Desenvolvimento motor e suas implicações na Iniciação Desportiva no futebol

Prof. Dr. Miguel Arruda



Estrutura e organização da temporada no futebol

Prof. Dr. Miguel Arruda



Treinamento da Preparação Física em situações climáticas de intenso calor e umidade:

Como otimizar o treinamento e quais os possíveis efeitos adversos.

Prof. Dr. Emerson Silami/UFMG - Fisiologista do Cruzeiro/BH



Implicações Fisiológicas na preparação do futebolista moderno

Prof. Dr .Claudio Pavanelli – Fisiologista do Clube Atlético Mineiro



Testes de laboratório e campo no futebol

Prof. Dr. Turíbio Leite de Barros/UNIFESP/CEMAFE

Fisiologista do São Paulo F.C.



Metodologia da Preparação física no futebol

Prof. Ms.José Mario Campeiz

Preparador Físico do Cruzeiro E.C.



A visão da mídia esportiva na aplicação da ciência no futebol

Palestrante: Bob Faria – Comentarista da TV GLOBO

Guilherme - Comunicação/Cruzeiro



Análise da Preparação Física da Seleção Brasileira x Principais seleções participantes da Copa de 2010

Prof. Dr. Claudio Pavanelli – Clube Atlético Mineiro

Prof. Ms. Jose Mário Campeiz - Preparador Físico do Cruzeiro E.C.

Prof. Antônio Carlos Mello - Preparador Físico do Atlético Mineiro; Trabalhou no Santos, Palmeiras, Corinthians, Seleção Brasileira, Real Madri, entre outros clubes.



Preparação Técnica e Tática no Futebol

Será convidado um técnico após a Copa do Mundo 2010





Investimento: R$ 120,00 (preço especial até 10 de agosto, após R$ 140,00)

Futebol em Divinopolis

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Um dia vcs vão aprender a dar valor, não se iludão com pessoas que falam bem ta, procura saber 1 quem é...estão criando cobra pra picar vcs...
Pode ter certeza que fora serei mais valorizado do que aqui em divinopolis, pois aqui em divinopolis não se valoriza pessoas de bom caracter.
E dificil ver que so quando tomamos atitudes drasticas, para as coisas começar a melhorar ne, divinopolis é assim...errado que é certo...
Se querem fazer futebol, façam com atitudes de profissional, nao com atitudes de amadores, começem a pensar grande na vida...
Esporte em Divinopolis é assim, é preciso tomar atitudes que as vezes nao queremos pra acordar ne...
Mais é assim, vo dar valor em quem me dar valor, pra crescer na vida é melhor dar um passo atras pra depois da 2 pra frentre...

Gustavo Brancão

Como correr menos, com um jogador a menos

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Compacta de modo eficiente, Inter de Milão atuou com um bloco defensivo bem baixo, flutuando de um lado ao outro, exercendo pressão sobre a bola e abrindo mão da posse
A Uefa Champions League 09/10 foi bem diferente das últimas, nas quais as equipes inglesas mostraram suas forças em todas as fases da competição.
Foram muitas novidades ao longo da jornada, com confrontos interessantes de equipes de diferentes países, e especialmente nas semifinais da competição, com times da França (com um treinador francês), Alemanha (com um treinador holandês), Itália (com um treinador português) e da Espanha (com um treinador espanhol).
Um dos jogos mais esperados e interessantes foi o confronto entre Barcelona e Internazionale de Milão, justamente na fase semifinal da competição. As equipes que já haviam se enfrentado na etapa de grupos; voltaram, no momento decisivo, a se encontrar, alimentando o imaginário de torcedores e imprensa, e promovendo mais uma vez o debate sobre como parar equipe espanhola.
Pois bem. No 1º jogo, em Milão, vitória da equipe italiana por 3 a 1. Com pressing alto, ataque a bola com muita intensidade no campo todo, e transições em altíssima velocidade, a Internazionale “amarrou” o Barcelona em uma armadilha bem desenhada.
O resultado, porém, não deixou apreensivo nem mesmo o mais descrente jornalista catalão, pois as duas equipes ainda teriam de jogar a 2ª partida em Barcelona, onde a equipe da Espanha “atropelaria” o time de José Mourinho.
Pois bem.
No 2º confronto, jogo até certo ponto equilibrado até os 28min do 1º tempo, quando Thiago Motta, da equipe italiana, foi expulso.
A partir daí... Bom, a partir daí, a Inter abriu mão totalmente de ficar com a posse da bola, de buscar o campo de ataque e fez o que parecia impossível. Mais uma vez “amarrou” a equipe do Barcelona, que apesar do grande volume de jogo, deu pouquíssimo trabalho ao goleiro Júlio César.
Algumas coisas interessantes podem ser destacadas nesse jogo.
Fazer frente ao Barcelona, em um jogo 11 contra 11, já não é tarefa muito fácil. Com um jogador a menos, alguns problemas habituais podem se tornar grandes problemas. Podemos destacar, por exemplo:
a) A equipe do Barcelona tem como característica predominante a manutenção e valorização da posse da bola, com jogo de ataque apoiado. Com um jogador a menos, como pressionar a bola, e como roubá-la?
b) Com um jogador a menos, maiores as dificuldades para se construir um jogo ofensivo rápido, ocupando espaços adequados para progredir ao campo adversário e terminar a jogada com finalização. Como conseguir atacar, liberando um número menor de jogadores para participar efetivamente da fase ofensiva da equipe?
c) A equipe do Barcelona, em dificuldades, investiria na velocidade das transições ofensivas; fase do jogo em que a equipe italiana teria maior vulnerabilidade e desequilíbrios. Como não correr riscos, com um jogador a menos, nas transições ataque --> defesa?
d) Com um jogador a menos desde os 28min do 1º tempo, como resistir “fisicamente” ao jogo nos mais de 60 minutos próximos?
Pois bem. A equipe italiana conseguiu resolver a maioria dos problemas que poderiam se tornar grandes com a perda de um jogador.
Como tinha conquistado uma vantagem no jogo na Itália, pôde abrir mão de resolver aquele que talvez fosse o maior de seus problemas, e que certamente dificultaria na administração dos outros: não precisava atacar.
Como não precisava atacar, logo, também não precisava se preocupar em ficar com a bola, nem tampouco progredir com ela e com a equipe para o campo de ataque.
O que fez, então, a equipe italiana?
Jogou dando uma aula de compactação, com um bloco defensivo bem baixo (na linha 5), flutuando de um lado ao outro no campo de jogo, exercendo pressão sobre a bola e abrindo mão, totalmente, de ficar com sua posse.
Para se ter uma ideia, a equipe do Barcelona, segundo a Uefa, realizou 627 passes (com 89% de aproveitamento), contra 160 passes (com 42% de aproveitamento) da equipe de Milão.
Apesar do grande volume de jogo, quase nenhum ataque espanhol configurou-se como perigo efetivo ao gol da Inter.
Outro fato que merece destaque é que mesmo com um jogador a menos, a equipe de José Mourinho, com sua ocupação zonal do espaço de jogo, conseguiu que seus jogadores percorressem, em média, distância similar a percorrida pelos jogadores do Barcelona. Foram 10,18 km da equipe espanhola contra 10,02 km da equipe italiana.
Ou seja, o problema de resistir por mais de 60 minutos ao jogo foi resolvido também com maestria.
Muitos disseram e continuarão dizendo que o que fez a Inter de Milão foi algo muito diferente de futebol; algo muito feio, lamentável.
O que eu acho?
“Que é por dentro das coisas que as coisas são como são”.
Por hoje é isso...

CARACTERÍSTICAS DO TREINADOR

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Comando
Leitura do jogo
Saber formar o grupo/comissão técnica
Estrategista
Inteligência para se relacionar bem com atletas, diretoria, imprensa e torcida.
Visão de jogo
Qualidade de trabalhos, treinamentos
Organizado

As mais importantes tarefas de um bom treinador são escalar os jogadores nos lugares certos e definir uma maneira de jogar, não somente o esquema tático, mas também a postura em campo.

Há muitos fatores envolvidos no resultado de um jogo. As coisas negativas têm que eliminar o Maximo possível.
Qualquer equipe, pequena ou grande, com ou sem craques, precisa ter uma identidade, uma cara, mesmo que ela seja feia e que a maioria não goste.

Improvisar e criar disfarces para anular e surpreender o adversário.
Craque não resolve sozinho
Craques só brilham quando atuam em equipes organizadas.

Cinco cs; Competência/ capacidade/ caráter/ coerência/ carisma.

Teoria/ aplicabilidade/ experiência.

A missão do líder e sua contribuição de buscar o maximo de cada um muitas vezes contrariam interesses, mas ele deve seguir suas convicções sem buscar popularidade, e sim o melhor para a equipe.

As Dominantes do Jogo de Futebol e a Complexidade

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Com o aparecimento de novas metodologias de treinamento em futebol, com destaque àquelas essencialmente apoiadas nas teorias da complexidade, novas discussões têm surgido acerca dos temas “treinamento” e “periodização” dentro do futebol e um renovado conceito de processo vem emergindo em resposta a tais dilemas. Para os profissionais habituados a trabalhar com as metodologias tradicionais, os conteúdos do treinamento estão bem definidos e são desenvolvidos cada um a seu momento de uma maneira fragmentada (e a palavra “fragmentada” aparece aqui não como crítica, mas como constatação), com uma ocupação das sessões de treino da semana dando ênfase na dominante física. Para estes, uma metodologia que defenda a integração das dominantes física, tática, técnica e mental / emocional, manifestando – se simultaneamente nas atividades propostas, aplicando os conceitos de volume, intensidade e densidade com outros objetivos e com o controle do treino sendo feito através de outras variáveis que não as corriqueiras ainda parece uma idéia nebulosa e pouco prática.
A metodologia mais evidenciada nessa nova tendência é a Periodização Tática (PT), que propõe toda a estruturação dos treinamentos, desde a pré-temporada, balizada pelo Modelo de Jogo que se pretende construir e que deve evoluir continuamente atingindo seu ápice no final da temporada. A PT não prevê queda de rendimento para uma retomada posterior, o nível de elaboração do Modelo de Jogo deve chegar a níveis superiores seqüencialmente. Para que esse fenômeno ocorra, deve-se selecionar os conteúdos, estabelecer a forma como eles serão desenvolvidos e estabelecer um processo com base pedagógica que será concretizado através de uma didática coerente.
Cada uma das dominantes anteriormente citadas possui seu próprio conteúdo, porém, há uma diferença na forma de desenvolvimento das mesmas, visto que, elas devem estar presentes no treino de maneira similar àquela em que se manifestam no jogo como podemos observar na figura 1.

Figura 1 – Paradigmas de manifestação das dominantes no Jogo
Ao aplicar um paradigma cartesiano para a análise do jogo, possivelmente será dele retirado um modelo parecido com o Interdisciplinar (não é o objetivo aqui entrar nesta discussão, mas deve-se ressaltar que no futebol profissional no Brasil atualmente algumas equipes ainda não atingiram este estágio, trabalhando num modelo Multidisciplinar, sem a mínima interação entre as áreas) e conseqüentemente o treinamento desintegrará as partes do jogo, para potencializá-las separadamente e num momento posterior integrá-las na tentativa de transformar os ganhos isolados em aumento no rendimento do jogo. Para um modelo pautado nas teorias da complexidade, o jogo não deverá de desintegrado, mas “fractalizado”, ou seja, desenvolvido através de atividades que representem fractais (partes do todo que contém todas as características do todo, mantém a identidade do todo) do jogo formal, com modificações no tempo, no espaço, no número de jogadores, na regra, entre outras variáveis, mas que sempre mantenham relação com a unidade funcional do jogo. E para manter íntima relação com o jogo, as atividades devem ter conteúdos táticos, físicos, técnicos e mentais, porque, dentro do processo de evolução do “jogar” da equipe são estes (os conteúdos) que permitirão que a modelação pretendida pelos membros da comissão técnica se concretize e se transforme em resultados consistentes.
Para finalizar, há duas informações muito importantes para os profissionais interessados nessas novas metodologias que devem ser assimiladas para que não ocorram “enganos”. A primeira é esclarecer que mini-jogos e / ou jogos reduzidos não são as atividades citadas responsáveis por construir o Modelo de Jogo. As atividades referidas são jogos condicionados que possuem uma relação entre eles durante todo o processo e que são únicos para cada treinador que trabalhe nessa perspectiva. A segunda informação é que não dá para desenvolver uma parte do trabalho pautada na complexidade e outra não, é uma questão de filosofia, ou a comissão técnica tem conhecimentos sólidos para desenvolvê-la ou trabalha dentro daquilo que conhece mais profundamente.

 

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